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quinta-feira, outubro 15, 2026

Artesãs de Itapetininga transformam sementes e cascas em joias biodegradáveis

No distrito de Gramadinho, em Itapetininga (SP), um grupo de artesãs produz biojoias usando sementes e cascas recolhidas na própria região. As peças, confeccionadas de forma artesanal, aproveitam recursos naturais como a chamada “pérola negra”, que se solta da árvore quando o tronco é balançado, além de materiais de espécies como a Leucena.

Durante caminhadas pelo bairro rural, as artesãs recolhem sementes e cascas variadas que servem de matéria-prima para os acessórios. Após a coleta, os itens passam por tratamento antifúngico e secagem; no caso da Leucena, as sementes são descascadas e cozidas antes de serem utilizadas na produção.

O trabalho resulta em peças versáteis, capazes de ser usadas de formas distintas. “Depois de pronto essa linda peça que pode usar como colar, cinto e pulseira”, diz a artesã Deise Almeida. Deise conta que atuava como merendeira e não tinha experiência com artesanato antes de participar de um curso oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ligado ao Sindicato Rural. “Eu me apaixonei pelo artesanato, principalmente pelas sementes”, acrescenta.

Além do aspecto estético, as biojoias também têm função de proteção: plantas como alecrim, arruda, citronela e pimenta são empregadas para ajudar a afastar insetos. Entre as cascas mais utilizadas no trabalho estão as de coco, guapuruvu, jatobá e jacarandá-brasília.

A sustentabilidade do processo é destacada pela artesã Ione Berta: “É uma arte sustentável, né? Porque nada disso vai ser jogado fora. Depois que você não quiser mais, você pode desmanchar, fazer outro modelo ou jogar na natureza, porque ele decompõe da própria natureza”, afirma.

Atualmente, 54 mulheres fazem parte da cooperativa formada pelas artesãs. Todas participam de capacitação por meio de cursos profissionalizantes que abordam tanto a confecção das peças quanto noções de empreendedorismo, com objetivo de fomentar atividades geradoras de renda.

O coordenador do Senar em Itapetininga, Bruno Galvão, ressalta a relevância da iniciativa: “O importante do curso é fomentar, principalmente nas mulheres, uma economia criativa e uma renda fixa, e fomentar também o artesanato”. A reportagem foi exibida no programa em 22/03/2026.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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