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quinta-feira, outubro 15, 2026

Países adotam medidas para mitigar impacto da crise de energia após ofensiva no Irã

O forte aumento nos preços do petróleo, provocado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel e o Irã, levou governos ao redor do mundo a anunciar medidas para limitar os efeitos sobre famílias, produtores e cadeias produtivas. Além do risco de alta da inflação global, autoridades destacam que o petróleo é insumo para combustíveis como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha, além de matérias-primas para plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos.

No Brasil, o presidente Lula anunciou isenção de impostos federais e ofereceu uma subvenção — ajuda financeira dirigida a produtores e importadores de diesel — na tentativa de reduzir o repasse do aumento do preço do petróleo aos consumidores.

Medidas internacionais

Índia: Segundo a Reuters, o governo informou que poderá revisar autorizações de exportação de combustíveis para garantir abastecimento interno e global. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que aprovará pedidos de fornecimento a vizinhos apenas se houver volumes excedentes. O país também proibiu consumidores de gás natural canalizado de manter ou reabastecer cilindros domésticos de GLP e usou poderes de emergência para ordenar que refinarias maximizem a produção de GLP, reduzindo vendas à indústria para proteger as 333 milhões de residências que usam o produto para cozinhar.

Coreia do Sul: O governo flexibilizou limites da capacidade de geração a carvão e elevou a utilização de usinas nucleares para até 80%. Autoridades também avaliam distribuir vouchers de energia adicionais a famílias vulneráveis.

China: Autoridades proibiram exportações de combustíveis refinados para antecipar possível escassez interna e liberaram suprimentos de fertilizantes de reservas comerciais antes do plantio da primavera.

Austrália: O país passou a liberar gasolina e diesel de suas reservas estratégicas para amenizar falta que afeta cadeias de suprimentos rurais, mineração e agricultura.

Japão: O governo solicitou à Austrália que aumente a produção de gás natural liquefeito para evitar desabastecimento.

União Europeia: Líderes divulgaram medidas temporárias como corte de impostos sobre eletricidade, redução de taxas de rede e apoio estatal a curto prazo para conter o impacto do aumento dos preços de energia.

Bangladesh: Busca bilhões em financiamento externo para garantir importações de combustível e GNL.

Sérvia: Anunciou redução dos impostos especiais de consumo sobre petróleo bruto em 60% e estendeu a proibição de exportação de petróleo bruto e derivados para proteger o mercado doméstico.

Itália: A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que considera reduzir impostos especiais de consumo sobre combustíveis e tributar lucros extraordinários de empresas que se aproveitem da crise.

Camboja: Aumentou importações de combustíveis de Singapura e Malásia para compensar falta vinda do Vietnã e da China.

Malásia: Elevou subsídios à gasolina de 700 milhões para 2 bilhões de ringgits (aproximadamente US$ 510 milhões) para manter o preço fixo do combustível.

Tailândia: Negocia compra de petróleo bruto com a Rússia e pretende limitar o preço do diesel a 33 baht (US$ 1,02) por litro; o governo também anunciou congelamento de preços de alguns itens e apoio a agricultores.

Grécia: Vai oferecer subsídios para combustíveis e fertilizantes e descontos em travessias de ferry, num pacote de 300 milhões de euros (US$ 346 milhões) em abril e maio.

Eslovênia: Limitou temporariamente a compra de combustível em postos para enfrentar escassez causada por abastecimento transfronteiriço e acúmulo de estoques.

Filipinas: Planejam importar petróleo russo pela primeira vez em cinco anos e reduzir contas de eletricidade incentivando geração a carvão e regulando tarifas.

Vietnã: Acelerará transição para gasolina com etanol antes do previsto, conforme documento governamental.

Indonésia: O presidente Prabowo Subianto afirmou intenção de aumentar a produção de carvão e considerou imposto sobre lucros extraordinários nas exportações.

Etiópia: Elevou subsídios aos combustíveis.

Macedônia do Norte: Reduziu o IVA sobre combustíveis de 18% para 10%; a medida entrou em vigor nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, e terá duração de duas semanas, segundo o primeiro-ministro Hristijan Mickoski.

Sri Lanka: Informou que implementará novas medidas de racionamento de combustível para reduzir filas e garantir fornecimento extra.

As ações variam entre restrição de exportações, liberação de reservas estratégicas, elevação de subsídios e ajustes tributários, buscando evitar racionamentos e conter aumentos imediatos no custo de vida e produção.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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