25.4 C
Uberlândia
sexta-feira, outubro 30, 2026

Soja tem início de semana com pouca movimentação e pressão do câmbio

O mercado brasileiro de soja abriu a semana com negociações pouco ativas e cotações praticamente estáveis, mas com viés de baixa. A principal influência foi a forte queda do dólar, que acabou pressionando os preços internos mais do que as altas registradas na Bolsa de Chicago.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o comportamento do câmbio limitou a formação de preço no curto prazo. “A intensidade da queda do câmbio acabou pesando mais sobre as indicações”, afirmou.

Nos portos, as transações foram escassas ao longo do dia, com indicações entre R$ 130 e R$ 132 por saca nos melhores momentos, normalmente com pagamento em 30 dias. No interior, a demanda seguiu fraca: produtores estão retraídos e pouco dispostos a vender nas cotações vigentes, mantendo assim o mercado travado.

Preços de soja no Brasil

Passo Fundo (RS): caiu de R$ 125,50 para R$ 124,50.

Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,50 para R$ 125,50.

Cascavel (PR): manteve-se em R$ 119,00.

Rondonópolis (MT): caiu de R$ 110,00 para R$ 109,00.

Dourados (MS): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00.

Rio Verde (GO): manteve-se em R$ 112,00.

Paranaguá (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Rio Grande (RS): caiu de R$ 131,50 para R$ 130,50.

Soja em Chicago e demanda

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em leve alta, em sessão volátil. O contrato maio fechou a US$ 11,63 por bushel, com alta de 0,19%, e o julho avançou 0,21%, a US$ 11,79 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo recuou 0,42%, para US$ 326,60 por tonelada, e o óleo subiu 0,1%, para 65,58 centavos de dólar por libra-peso.

Em termos de demanda, os Estados Unidos registraram inspeções de exportação de 1,10 milhão de toneladas na última semana, acima do volume da semana anterior. Também foi confirmada a venda de 161,1 mil toneladas de soja para o México, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

Além disso, houve avanço nas negociações entre Brasil e China para destravar embarques que enfrentavam entraves sanitários, possibilidade que pode favorecer o fluxo comercial bilateral.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar comercial fechou em queda de 1,31%, cotado a R$ 5,24, variando entre R$ 5,21 e R$ 5,31 ao longo da sessão, o que reforçou a pressão sobre os preços domésticos da oleaginosa.

A movimentação reduzida nos portos e a reação contida dos produtores no interior mantiveram o mercado de soja brasileiro em compasso de espera ao longo do dia.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também