Plataforma foi tirada do ar após disparo não autorizado
Moradores de ao menos sete cidades brasileiras receberam, entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20), um alerta sonoro classificado como de intensidade extrema enviado pela plataforma da Defesa Civil. As mensagens traziam a palavra “misantropia” e não estavam relacionadas a qualquer evento de risco real.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou que a ferramenta utilizada para o envio, conhecida como Defesa Civil Alerta, foi retirada do ar às 1h30 (Brasília UTC-3) deste sábado, após identificar uma invasão que resultou no disparo remoto da mensagem por pessoa alheia ao sistema.
Segundo o comunicado do órgão, o alerta encaminhado foi do tipo “Alerta Extremo” e continha o termo “misantropia” — que significa ódio à humanidade, podendo também remeter a isolamento social, melancolia ou profunda tristeza — e, portanto, não corresponde a situações meteorológicas ou emergenciais. A Secretaria informou que as providências para religar o sistema serão adotadas assim que as condições de segurança forem restabelecidas.
A nota oficial também diz que a hipótese inicial é de ataque hacker e que a Secretaria acionará a Polícia Federal para investigar o episódio. A participação da Polícia Federal na apuração foi anunciada pela própria Defesa Civil como medida para identificar os responsáveis e responsabilizá-los.
Nas redes sociais, usuários reagiram ao alerta com humor e publicaram brincadeiras que variaram de mensagens sobre invasões alienígenas a montagens e memes. Em Belo Horizonte (MG), alguns moradores relataram ter recebido uma variante do conteúdo que mencionava, de forma confusa, uma suposta “invasão alienígena” — texto que circulou entre as mensagens recebidas pelas pessoas na madrugada.
O episódio elevou questionamentos sobre a segurança das ferramentas de comunicação de autoridades públicas e reforçou a necessidade de investigação sobre a origem e o método do disparo indevido. A Defesa Civil afirmou que trabalhará na restauração segura do serviço e na apuração formal do caso junto à autoridade policial competente.
As autoridades ainda não divulgaram um prazo para o retorno pleno da plataforma e não informaram o número exato de pessoas afetadas pelos alertas.
Com informações de G1




