A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, importação, distribuição, propaganda, comercialização e uso de todos os lotes do azeite de oliva extravirgem da marca San Oliveto no Brasil, além de ordenar a apreensão do produto. A mesma resolução incluiu a apreensão e a proibição de fabricação e comercialização de todos os produtos da marca Fatti a Mano, após identificação de irregularidades sanitárias.
O que foi decidido
San Oliveto: todos os lotes do azeite extravirgem foram proibidos de serem comercializados e utilizados em território nacional. A Anvisa também determinou a apreensão das unidades encontradas no mercado.
Fatti a Mano: a agência proibiu a fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso de todos os alimentos produzidos pela marca e ordenou a apreensão dos itens por falta de regularização sanitária e por serem fabricados em estabelecimento sem licença.
Motivos e irregularidades apontadas
No caso do azeite San Oliveto, a Anvisa informou que o produto tem origem desconhecida e apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração, parâmetro utilizado para avaliar qualidade e autenticidade do azeite. A empresa constante no rótulo como importadora e distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda., está com o CNPJ inapto desde 23 de junho de 2026 e tem endereço desconhecido, segundo a agência.
Quanto à Fatti a Mano, a agência apontou que os alimentos eram produzidos e comercializados sem regularização sanitária e em estabelecimento sem licença dos órgãos competentes. Por esse motivo, todos os produtos fabricados pela empresa estão sujeitos à proibição e à apreensão até que a situação seja regularizada.
Produtos atingidos da Fatti a Mano
Entre os itens incluídos na determinação da Anvisa estão:
- Cocada branca
- Cocada com maracujá
- Doce de leite
- Doce de leite com coco
- Palha italiana
- Doce de jaca
- Beijinho
- Pé de moleque
- Fatticoco (leite com coco)
- Pé de moça
- Brigadeiro
A Anvisa afirmou que as medidas visam proteger a saúde da população diante de irregularidades que comprometem a segurança e a rastreabilidade dos alimentos. As resoluções foram publicadas no Diário Oficial da União e entraram em vigor na data da publicação.
Com informações de Paranaibamais




