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quinta-feira, outubro 29, 2026

Chanceleres do BRICS se reúnem na Índia com guerra no Oriente Médio e crise do petróleo em pauta

Os ministros das Relações Exteriores dos países do BRICS encontraram-se nesta quinta-feira (14) em Nova Delhi para discutir os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e os efeitos da crise do petróleo sobre a economia global. Participaram do encontro representantes de nações como Rússia, Irã, Brasil, China e África do Sul.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, marcou presença na capital indiana, ao lado de autoridades como o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, o ministro russo Sergei Lavrov e o representante iraniano Abbas Araghchi. O encontro foi realizado num momento de aumento das tensões internacionais, sobretudo em razão dos conflitos envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.

Antes das sessões fechadas, Jaishankar afirmou que o cenário mundial atravessa um período de “considerável transformação”, apontando que os conflitos em curso, as incertezas econômicas e os desafios ligados ao comércio, à tecnologia e ao clima estão redesenhando o panorama global. Segundo o titular indiano, há uma expectativa crescente para que o BRICS desempenhe um papel “construtivo e estabilizador”, especialmente entre países emergentes e em desenvolvimento.

Entre os temas centrais das discussões estiveram as consequências das instabilidades nas rotas marítimas do Golfo Pérsico, em particular após o bloqueio do Estreito de Ormuz, via crucial para o transporte de petróleo. As tensões na região têm contribuído para a volatilidade dos preços do petróleo e do gás, pressionando economias que dependem de importações energéticas, como a Índia.

O país asiático obtém quase metade do petróleo bruto que consome por meio do Estreito de Ormuz e também utiliza a rota para importar fertilizantes, o que eleva a preocupação de Nova Delhi diante das interrupções no tráfego marítimo. Diplomatas presentes ao encontro manifestaram preocupação com as divisões internas do bloco, que se acentuaram após a ampliação do grupo.

Criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como um fórum de articulação entre grandes economias emergentes, o BRICS passou a contar nos últimos anos com novos integrantes, incluindo Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A ampliação aproximou países com posições opostas em questões do Oriente Médio — como Irã e Arábia Saudita — e gerou divergências que podem dificultar a adoção de comunicados conjuntos.

Por conta dessas diferenças, diplomatas consultados acreditam que a reunião pode terminar sem uma declaração final assinada por todos os membros.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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