Na manhã de quarta-feira (25), a Polícia Civil prendeu cinco funcionários terceirizados vinculados à Cemig suspeitos de furtar cabos de cobre das redes elétricas em Uberlândia e Araguari. A ação policial resultou na apreensão de 300 quilos de material, segundo as autoridades.
Modus operandi e prisões
De acordo com a investigação, o grupo utilizava a condição de prestadores de serviço para facilitar o acesso aos pontos de manutenção e subtrair os fios sem causar suspeitas imediatas. O delegado Eduardo Leal informou que os suspeitos chegaram a empregar veículos da própria empresa durante a prática dos crimes.
As detenções ocorreram logo após um furto registrado na zona rural de Araguari. Além dos cinco trabalhadores, a polícia também prendeu o proprietário de um ferro-velho em Uberlândia, acusado de receptação por comprar e negociar o material proveniente dos furtos.
Consequências e prejuízos
A Cemig colaborou com as investigações após identificar um padrão repetitivo de perdas. Além do prejuízo financeiro à companhia, a retirada dos cabos causou impactos diretos a produtores rurais, deixando propriedades sem energia e interrompendo a produção local.
Os envolvidos foram encaminhados às autoridades competentes e respondem por furto qualificado e associação criminosa. Conforme informado pela Polícia Civil, caso sejam condenados, as penas podem alcançar até oito anos de reclusão.
A investigação permanece em andamento para localizar e identificar outros possíveis integrantes da rede que, conforme a apuração, atuava dentro de empresas prestadoras de serviço, aproveitando o acesso e a rotina das manutenções para subtrair materiais.
As diligências seguirão com o objetivo de mapear toda a cadeia de apropriação e comercialização do cobre e de responsabilizar os demais participantes do esquema.
Com informações de Regionalzao




