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sábado, outubro 24, 2026

Companhias aéreas ampliam tarifas e cortam voos após alta do querosene causada pela guerra no Oriente Médio

Companhias aéreas na Europa e na Ásia começaram a aumentar tarifas e a reduzir operações após uma forte alta no preço do querosene de aviação, provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio. A elevação do custo do combustível tem pressionado as contas das empresas e motivado medidas de curto prazo para evitar prejuízos.

A escandinava SAS informou o cancelamento de centenas de voos nesta semana e anunciou aumentos temporários nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maior parte das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com efeitos menores na Suécia e na Dinamarca. “Dada a situação atual no Oriente Médio, incluindo o aumento acentuado e repentino nos preços globais de combustível, estamos adotando medidas para fortalecer nossa resiliência”, declarou a SAS em comunicado à AFP.

Outras grandes aéreas europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão nos custos. Parte do impacto é amenizado por contratos de hedge — compras antecipadas de combustível a preços fixos —, mas a elevação já começa a refletir nas tarifas ao consumidor. O movimento pode afetar passageiros brasileiros que utilizam companhias europeias em voos internacionais.

Na região Ásia-Pacífico, companhias seguem a mesma tendência. A australiana Qantas anunciou reajustes nas passagens, com aumento médio de cerca de 5% em voos internacionais, segundo a imprensa local. A Thai Airways estuda aumentos entre 10% e 15%, dependendo da evolução dos preços do combustível. A Air India informou que ampliará a cobrança de sobretaxas de combustível em rotas domésticas e internacionais: a taxa será de US$ 125 em voos para a Europa e de US$ 200 para a América do Norte.

Além dos ajustes de tarifas, algumas empresas reduziram operações na região do Oriente Médio por questões de segurança, segundo relatos do setor.

O avanço do preço do querosene explica a pressão sobre as companhias. O combustível, que representa cerca de 40% dos custos das aéreas, mais que dobrou de valor desde o início do ano. Na segunda-feira, o preço médio global do querosene alcançou US$ 173,91 por barril, segundo o índice Platts — mais do que o dobro do registrado em janeiro. A alta tem sido mais intensa que a do petróleo bruto porque o querosene depende de refino e costuma ter prioridade menor em relação à gasolina e ao diesel, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

O barril de referência Brent passou a rondar os US$ 100 após a escalada do conflito. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo, agravou a pressão sobre a oferta. As empresas afirmam que os reajustes de tarifas e a aplicação de sobretaxas são necessários para evitar que voos deixem de cobrir os custos operacionais; a Air India, por exemplo, declarou que sem essas sobretaxas alguns voos não seriam viáveis e poderiam ser cancelados.

As medidas adotadas pelas companhias seguem sendo monitoradas conforme a evolução dos preços do combustível e das condições de segurança na região afetada.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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