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terça-feira, outubro 13, 2026

Crítica: Toy Story 5 melhora em relação ao anterior, mas continua desnecessário

O crítico Vinícius Lemos afirma que Toy Story 5, agora disponível no Disney+, é superior ao quarto filme da série em termos de estrutura e objetivo, mas parte de um problema prévio: a sensação de desnecessidade dentro de um universo cuja história principal já foi bem concluída. Segundo ele, qualquer novo capítulo após a trilogia original carrega esse estigma.

Lemos relata que, ao começar a assistir, já considerava o longa em débito. A direção e o roteiro ficam a cargo de Andrew Stanton e McKenna Harris, que não tentam reinventar a franquia. Em vez disso, o filme aposta em elementos conhecidos e incorpora as telas digitais como uma ameaça à dinâmica dos brinquedos, apresentando a personagem Lilypad como símbolo dessa influência.

A boneca Lilypad desempenha papel além do de um simples tablet infantil: ela manifesta uma ansiedade semelhante à personagem Ansiedade de Divertida Mente 2 e reflete o comportamento das crianças que usam dispositivos de forma intensa. Essa escolha coloca a tecnologia no centro do conflito, servindo como antagonista para a nova aventura.

De maneira geral, Toy Story 5 evita a fragmentação narrativa que prejudicou o filme anterior e estabelece um propósito mais claro. Há boas piadas e momentos que funcionam visualmente, e alguns personagens ganham contornos mais profundos — destaque para Jessie, cuja trajetória recebe novo enfoque.

No entanto, Lemos aponta que o aprofundamento de Jessie recicla temáticas já exploradas nos longas anteriores: seu passado foi central em Toy Story 2, e adaptações do mesmo arco apareceram no terceiro filme. Aqui, essa linha é ampliada para outros personagens, alternando entre passado e futuro, o que acaba por expor a mecânica do roteiro.

O isolamento da criança Bonnie é identificado pelo crítico como o principal potencial emocional do filme, mas o roteiro hesita em explorá-lo por completo. Em vez de confiar nesse núcleo afetivo, a narrativa retoma um gatilho familiar da franquia — o trauma de Jessie — para reforçar a ligação emocional com a nova trama, uma solução eficaz, porém visivelmente reaproveitada.

Quanto aos brinquedos atualizados do tipo Buzz, Lemos observa que eles funcionam mais como ferramentas para piadas pontuais e sequências visuais do que como elementos centrais da história. Com pequenas alterações, segundo o texto, esses recursos poderiam ter contribuído de forma mais orgânica ao enredo.

Em suma, o crítico considera Toy Story 5 mais coeso que seu antecessor e capaz de oferecer momentos divertidos e alguma profundidade dramática, mas mantém a impressão de que o filme não era estritamente necessário para a mitologia da série.

Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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