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terça-feira, outubro 20, 2026

Estreito de Ormuz fica quase paralisado após aviso do Irã sobre risco de minas navais

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) determinou que navios em trânsito pelo Estreito de Ormuz sigam uma rota próxima às águas territoriais iranianas ao redor da ilha de Larak, enquanto o tráfego, na quinta-feira (9), operava em nível muito reduzido — abaixo de 10% do movimento habitual.

Autoridades iranianas instruíram que as embarcações entrem no estreito ao norte de Larak e saiam ao sul, em coordenação com a Marinha da IRGC, segundo a agência semioficial Tasnim. O objetivo, segundo a IRGC, é evitar trechos onde haveria risco de minas navais nas rotas convencionais.

Empresas de transporte marítimo vêm recalculando operações. A Mitsui O.S.K. Lines, uma das três maiores do Japão, declarou à Reuters que está avaliando os riscos. O presidente e CEO Jotaro Tamura afirmou que é necessário confirmar que “os riscos à segurança são suficientemente baixos” antes de retomar trânsitos normais. A empresa conseguiu retirar recentemente três navios-tanque do estreito — um carregado com gás natural liquefeito (GNL) e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP) — e aguarda orientações do governo japonês sobre a atuação durante o cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã.

A empresa britânica de segurança marítima Ambrey alertou para um risco real e contínuo a embarcações que tentem transitar sem autorização pelo Estreito de Ormuz, além de navios ligados a Israel e aos Estados Unidos. A companhia também informou que, nas últimas semanas, mesmo navios que aparentemente tinham permissão foram impedidos de atravessar em alguns momentos.

Dados de rastreamento consultados na quinta-feira indicaram que apenas seis navios cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, volume muito inferior aos cerca de 140 normalmente observados. Entre esses estavam um petroleiro e cinco graneleiros, segundo fontes como Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean. Registros nas plataformas MarineTraffic e Pole Star Global mostraram ainda que um navio-tanque químico estava prestes a atravessar o Golfo rumo à Índia.

Especialistas em risco apontam que a cautela das companhias tende a persistir. Torbjorn Soltvedt, da Verisk Maplecroft, afirmou que a maioria das empresas deverá atuar com prudência e que um período de duas semanas provavelmente não será suficiente para dissipar o acúmulo de embarcações, mesmo se o tráfego subir novamente.

Enquanto a situação continua, mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, seguem retidos no Golfo, segundo a empresa de rastreamento Kpler.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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