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sábado, outubro 31, 2026

Haddad mantém defesa da “taxa das blusinhas” e diz não ter mudado de opinião

TRANSMISSÃO: Record | TV Brasil

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), reafirmou sua posição a favor da cobrança de imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 — a chamada “taxa das blusinhas” — mesmo após o recuo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à BBC News Brasil em 27 de maio, Haddad afirmou: “Não mudei de opinião”.

Haddad disse que defende a equiparação tributária entre lojas físicas e comércio eletrônico: “Uma loja aberta não pode pagar mais imposto do que uma loja virtual”, afirmou, alinhando-se à posição da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e aos governos estaduais, que mantiveram a cobrança do ICMS sobre essas compras.

A medida, criada em 2024 e revogada neste ano eleitoral, foi defendida por Haddad como instrumento de proteção à indústria nacional. A CNI havia informado, em abril, que a medida teria preservado 135 mil empregos enquanto vigorou. Haddad também criticou o fato de que a revogação acabou sendo atribuída ao presidente, embora, segundo ele, governadores e o Congresso tenham responsabilidade sobre a tributação estadual.

Na mesma entrevista, Haddad dirigiu críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal adversário na disputa pelo governo paulista. Haddad afirmou que pretende convencer eleitores de que pode melhorar áreas como segurança pública. Pesquisas da Quaest divulgadas no fim de abril apontaram Tarcísio com até 38% das intenções de voto e Haddad com até 26%, dependendo do cenário.

Haddad, que já disputou a Presidência em 2018, afirmou que está em campanha antecipada pelo interior paulista e visitando universidades. Sobre a escolha do vice, disse esperar uma definição “até dia 10, 15 de junho”.

Ao comentar a sucessão no PT e a possibilidade de ser candidato presidencial no futuro, Haddad afirmou que não há plano rígido e que muitas variáveis podem mudar até 2026. Ele mencionou que uma prévia interna no partido seria “o máximo”, recordando que o PT realizou prévia para presidente apenas em 2002, quando Lula derrotou Eduardo Suplicy.

A entrevista também abordou temas como segurança pública, com Haddad prometendo apresentar nas próximas semanas um plano com “começo, meio e fim” para o combate ao crime organizado, e críticas à gestão estadual atual por supostas falhas de integração entre órgãos. Sobre finanças públicas, Haddad disse que o país enfrenta juros muito elevados e relatou ter recebido um projeto de lei orçamentária com rombo de cerca de R$ 200 bilhões em determinadas contas, além de apontar fatores que teriam elevado despesas nos anos anteriores.

Haddad comentou ainda a privatização da Sabesp e da Emae em 2024, citada na reportagem: a venda de cerca de 32% das ações da Sabesp para a Equatorial e a transferência do controle da Emae ao fundo Phoenix. Ele questionou processos e relações envolvendo o caso do Banco Master, enquanto a Sabesp, procurada, defendeu que a desestatização seguiu a lei, que a Justiça de São Paulo julgou improcedente ação que questionava a venda, e que a compra da Emae observou critérios técnicos.

Ao final, Haddad afirmou que o PT precisa se adaptar às novas configurações do mercado de trabalho e incluir novos segmentos sociais no debate político, ressaltando que o partido tem buscado compreender e atender categorias emergentes como motoristas de aplicativo.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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