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sábado, outubro 31, 2026

Inteligência artificial e tecnologia marcam abertura do 39º Encor em Diamantina

TRANSMISSÃO: Record

A cidade histórica de Diamantina sediou, na quarta-feira (18/3), a cerimônia de abertura do 39º Encontro de Capacitação da Corregedoria-Geral de Justiça (Encor). Presidido pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho, o evento centralizou debates sobre inteligência artificial (IA) e tecnologia da informação aplicadas ao Judiciário mineiro.

A mesa de honra reuniu autoridades do Poder Judiciário e gestores públicos. Entre os presentes estavam o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior; o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), José Afrânio Vilela; os desembargadores Saulo Versiani Penna, Rogério Medeiros, Kárin Liliane de Lima Emmerich e Mendonça, e Vicente de Oliveira Silva; além das juízas Marixa Fabiane Lopes Rodrigues e Rosimere das Graças do Couto e do prefeito Geferson Giordani Burgarelli.

Tradição e inovação no Judiciário

No discurso de abertura, o corregedor Estevão Lucchesi ressaltou a importância de debater o futuro da Justiça em uma cidade com forte simbolismo histórico, citando o cinquentenário do falecimento de Juscelino Kubitschek como referência ao avanço. Lucchesi afirmou que a Inteligência Artificial deve servir para otimizar atividades repetitivas, sem substituir a atuação humana, e destacou que a gestão atual prioriza o fortalecimento do Primeiro Grau para beneficiar cidadãos de toda Minas Gerais, incluindo regiões como Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba e Araguari. Segundo ele, o grande desafio passa pelo letramento digital aliado à sensibilidade dos operadores do Direito.

O presidente do TJMG, Luiz Carlos Corrêa Junior, fez um balanço da administração, informando que, em 2025, o Tribunal julgou mais processos do que foram distribuídos na primeira instância. Ele ressaltou a busca pela melhoria da prestação jurisdicional e a valorização de magistrados e servidores, além de mencionar a cessão do antigo prédio do Fórum Joaquim Felício ao município de Diamantina como exemplo de cooperação institucional.

Transição tecnológica e palestra de encerramento

Durante o primeiro dia, o desembargador André Leite Praça e a juíza Mariana de Lima Andrade apresentaram detalhes sobre a migração do sistema PJe para o eproc, que já está em uso em 163 comarcas. A previsão é que, até junho de 2026, todos os processos cíveis do estado tramitem pelo novo sistema, com o objetivo de ampliar a agilidade e a mobilidade processual.

O encerramento foi feito pelo ministro José Afrânio Vilela, que abordou a figura do chamado “juiz digital” e a necessidade de garantir segurança jurídica na adoção de tecnologias. Vilela relatou experiência no STJ em que a automação qualificada ajudou a reduzir o acervo de 30 mil recursos para dois mil, e fez um alerta sobre o uso ético das ferramentas digitais, defendendo que juízes utilizem a IA como instrumento, não como substituta da sensibilidade humana.

Com informações de Regionalzao

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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