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sábado, outubro 31, 2026

Nutricionista alerta que selo “plant-based” não garante que produto seja saudável

Rótulos não substituem escolha alimentar

A nutricionista Juliana Andrade alertou que, embora dietas baseadas em plantas possam ser saudáveis, a presença do selo “vegano” ou “plant-based” em embalagens não representa garantia de qualidade nutricional. Em conteúdo publicado pelo Metrópoles e repercutido pela imprensa, ela destacou que produtos sem ingredientes de origem animal podem incluir alimentos como batata frita, refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e balas de goma.

Andrade explicou que é preciso diferenciar a decisão ética de não consumir itens de origem animal da avaliação da qualidade da alimentação. Segundo a nutricionista, uma dieta vegana equilibrada depende das escolhas diárias e do planejamento.

O chamado efeito auréola, segundo a profissional, contribui para a percepção equivocada de que itens rotulados como veganos, naturais, fit ou orgânicos são automaticamente mais saudáveis. Essa impressão pode incentivar o consumo excessivo desses produtos.

Produtos industrializados e ultraprocessados

A indústria já comercializa versões veganas de hambúrgueres, salsichas, nuggets, queijos, sorvetes e chocolates. Embora alguns desses produtos possam integrar a rotina alimentar, muitos apresentam listas longas de ingredientes e contêm quantidades elevadas de sódio, óleos, açúcar, espessantes e aromatizantes. Trata-se de alimentos ultraprocessados que, apesar de não conterem carne, exigem atenção quanto à composição.

Pesquisas citadas no conteúdo indicam que dietas baseadas em plantas podem proteger o coração e reduzir o risco de doenças crônicas, mas esses benefícios estão mais associados ao consumo de alimentos minimamente processados, como feijão, grãos integrais, frutas, verduras, castanhas e sementes.

Estudos que discriminam tipos de alimentação vegetal apontam que pessoas que priorizam vegetais in natura apresentam menor risco cardiovascular. Em contraste, o alto consumo de produtos vegetais refinados e ultraprocessados — como pão branco, doces, bebidas açucaradas e outros industrializados — não traz a mesma vantagem e pode estar relacionado a risco aumentado.

Micronutrientes e recomendações práticas

O cálcio pode ser obtido por meio de tofu, gergelim, couve e bebidas vegetais enriquecidas. Linhaça e chia fornecem ômega‑3, enquanto suplementos à base de algas podem ser indicados em casos necessários. Proteínas podem ser garantidas pela combinação de leguminosas, cereais, soja e oleaginosas. Iodo e vitamina D também merecem acompanhamento por meio de exames.

Para tornar a alimentação vegana mais equilibrada, a recomendação é incluir feijão, lentilha, grão‑de‑bico ou soja nas refeições principais, variar as cores de frutas, verduras e legumes e utilizar produtos industrializados como apoio, não como base da dieta. Também é importante ler listas de ingredientes, preferindo composições mais curtas e reconhecíveis, e buscar acompanhamento com nutricionista e exames periódicos.

Juliana Andrade afirmou que ser vegano pode ser uma escolha saudável quando a alimentação é bem planejada. Mais importante do que o selo na embalagem, segundo ela, é a composição do prato ao longo dos dias: arroz, feijão, salada e frutas continuam como base de uma alimentação saudável para veganos e não veganos no Brasil.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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