O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou a aliados, na noite de quarta-feira (29), que pretende indicar outro nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) e não deixará a decisão para o governo seguinte. A afirmação ocorreu durante encontro informal no Palácio da Alvorada.
Segundo relatos de participantes, Lula informou que a nomeação não será imediata, mas que a expectativa é de que a indicação ocorra nas próximas semanas. A decisão foi tratada no encontro depois da rejeição, pelo Senado Federal, da indicação de Messias ao STF.
O presidente disse aos interlocutores que recebeu com tranquilidade a decisão do Congresso Nacional. Messias, que teve a nomeação recusada, estava presente na reunião com aliados.
A votação no Senado, que resultou em apenas 34 votos a favor do indicado, foi avaliada pelos presentes como uma derrota histórica para o presidente e acendeu alertas no Palácio da Alvorada. Participantes da reunião interpretaram o placar como sinal de traições dentro da base de apoio ao governo.
Auxiliares do presidente, incluindo ministros próximos ao Centrão e representantes de outros partidos, apontaram falhas na articulação política com o Congresso. Segundo eles, as lideranças não conseguiram prever que o resultado no plenário seria desfavorável a Messias.
Durante a sessão em que a indicação foi rejeitada, articuladores do governo tentaram, já diante do quadro desfavorável, adiar a votação. O pedido para adiar foi negado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Na conversa no Alvorada, foi mencionado o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) como um dos que votaram contra o indicado. O episódio também motivou discussões sobre o efeito da rejeição nas relações do Planalto com lideranças do Congresso.
Entre os presentes, prevaleceu a avaliação de que o presidente deve agir com rapidez para garantir uma nova indicação ao STF ainda durante o atual mandato, de modo a não transferir a prerrogativa para a próxima gestão.
O encontro reuniu ministros e auxiliares para avaliar os desdobramentos políticos da votação e traçar os próximos passos do governo em relação à vaga no Supremo.
Com informações de G1




