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segunda-feira, setembro 14, 2026

Novo exame não invasivo detecta câncer colorretal com cerca de 90% de precisão

Pesquisadores da Universidade de Genebra desenvolveram um exame não invasivo capaz de identificar aproximadamente 90% dos casos de câncer colorretal, performance próxima à da colonoscopia, que é o método de referência para diagnóstico da doença.

A técnica combina a análise do microbioma intestinal em nível de subespécies bacterianas com algoritmos de machine learning. O teste utiliza amostras de fezes e, segundo os autores, pode facilitar o rastreamento precoce por ser menos desconfortável e potencialmente mais acessível do que os procedimentos endoscópicos.

Os resultados iniciais foram publicados na revista científica Cell Host & Microbe. Os pesquisadores elaboraram um catálogo ampliado da microbiota humana e aplicaram modelos computacionais para integrar dados biológicos e clínicos, o que aumentou a sensibilidade em relação a outros exames não invasivos já existentes, segundo o estudo.

Os autores propõem que o novo exame seja usado como método de triagem, encaminhando apenas os casos suspeitos para confirmação por colonoscopia. Um ensaio clínico em conjunto com hospitais universitários na Suíça está em fase de preparação para avaliar a eficácia do teste em diferentes estágios do câncer colorretal.

Rastreamento no SUS

No Brasil, avanços paralelos ocorrem na política de rastreamento. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) deu parecer favorável a uma diretriz que seguirá para consulta pública antes da decisão final do Ministério da Saúde. A recomendação prevê que pessoas sem fatores de risco, entre 50 e 75 anos, realizem o exame de sangue oculto nas fezes a cada dois anos, com encaminhamento para colonoscopia em caso de resultado positivo.

Especialistas citados no material ressaltam que programas organizados de rastreamento podem reduzir tanto a mortalidade quanto a incidência da doença, ao permitir identificação e retirada de lesões pré-cancerígenas antes da progressão para câncer.

Sinais de alerta

Embora o rastreamento seja indicado mesmo na ausência de sintomas, alguns sinais podem indicar doença em estágio mais avançado e exigem avaliação médica imediata: anemia, fadiga, perda de peso, dor abdominal, alterações no hábito intestinal e fezes mais estreitas. Dados recentes apontam tendência de aumento nas mortes por câncer colorretal até 2030, o que reforça a importância de ampliar o diagnóstico precoce.

Os pesquisadores ainda avaliam a possibilidade de adaptar a tecnologia para identificar outras condições a partir do microbioma intestinal, mas os próximos passos incluem a validação clínica em populações distintas e a avaliação do desempenho em diferentes fases da doença.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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