O que aconteceu: A paralisação parcial da Autotrans em Uberlândia, iniciada na segunda-feira, 9 de março de 2026, foi encerrada após o depósito da parcela restante dos salários dos trabalhadores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Uberlândia.
Quem, quando e onde
Milhares de usuários do transporte coletivo foram afetados pela mobilização dos funcionários da Autotrans na manhã de 9 de março de 2026. De acordo com o sindicato, 55% da frota da empresa chegou a ficar parada, com maior impacto nas linhas que passam pelos terminais Santa Luzia e Novo Mundo e no bairro São Jorge.
Como ocorreu a paralisação
O movimento foi motivado pelo pagamento fracionado dos salários. Conforme relato sindical, os trabalhadores receberam apenas 50% da remuneração na sexta-feira, 6 de março, e o restante foi programado para ser quitado em parcelas nos dias seguintes, o que provocou a reação imediata da categoria. A Autotrans confirmou que efetuou pagamentos parcelados, justificando a medida pelo aumento de custos do setor, como a alta do diesel e de insumos operacionais.
Efeitos nas ruas e na rotina
Com parte dos ônibus fora de serviço, terminais registraram grande concentração de passageiros, aumento do tempo de espera e busca por alternativas de deslocamento, como aplicativos de transporte. Relatos da imprensa local apontaram maior demanda por corridas durante o dia, refletindo a perda de capacidade do sistema e impactos diretos na rotina de estudantes, trabalhadores e comércio.
Desfecho
O impasse começou a ser desmontado no fim da tarde de segunda-feira. Segundo o sindicato, o valor pendente foi creditado por volta das 18h, o que permitiu a retomada gradual das operações. Veículos saíram das garagens ao longo da noite, mas a normalização completa das linhas foi prevista apenas para as primeiras horas de terça-feira, 10 de março, em razão da necessidade de recompor escalas, partidas e conexões entre terminais.
Contexto e repercussões
O sindicato também informou que havia histórico de atrasos em benefícios, como vale-alimentação, adiantamentos e pagamentos vinculados a plano de saúde, e lembrou de uma paralisação parcial ocorrida em janeiro por atraso no ticket-alimentação. A Prefeitura notificou a concessionária durante o dia e afirmou que poderia aplicar multa pelo descumprimento das obrigações trabalhistas e pela interrupção do serviço, ao mesmo tempo em que declarou que os repasses municipais às empresas estavam em dia.
Dados do Portal da Transparência citados pela reportagem indicam que, até 5 de março de 2026, a Prefeitura havia repassado R$ 10.824.952,47 à Autotrans a título de subsídio para complementar tarifa técnica e custear gratuidades. No dia 9 de março houve pagamento emergencial de R$ 1.756.085,00 e empenho de R$ 179.667,11, elevando o total destinado à concessionária em 2026 para R$ 12.581.037,47.
A paralisação foi encerrada com a quitação do valor pendente, mas a categoria manteve alerta enquanto outros compromissos trabalhistas aguardavam regularização.
Com informações de Vozdeuberlandia




