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quinta-feira, outubro 22, 2026

PF conclui que “Sicário” atentou contra a própria vida; resultados serão apresentados ao relator no STF

A Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” por Daniel Vorcaro, e apontou que o óbito ocorreu por suicídio, sem indícios de intervenção de terceiros ou de pressões que tenham levado à morte.

Segundo a PF, a apuração examinou a possibilidade de influência de substâncias psicotrópicas no comportamento de Mourão. A investigação incluiu a análise de imagens que registraram a permanência do investigado na cela da superintendência, depoimentos de testemunhas e pessoas próximas, além de perícias em conversas atribuídas a ele.

Uma equipe da Superintendência de Minas Gerais deve apresentar os resultados do inquérito ao ministro André Mendonça, relator das ações relacionadas ao chamado caso Master no Supremo Tribunal Federal, na quinta-feira, 23 de abril.

Apesar da conclusão de que a causa da morte foi suicídio, as autoridades mantêm o bloqueio dos bens de Mourão. A avaliação é de que os recursos vinculados a ele teriam origem em atividades ilícitas, motivo pelo qual a restrição patrimonial não tende a ser revista no curto prazo.

Ao receber o relatório da Polícia Federal, a expectativa é que o ministro relator encaminhe as conclusões à Procuradoria-Geral da República para que seja analisada a possibilidade de arquivamento do inquérito, conforme os próximos passos institucionais previstos.

Contexto das investigações: Mourão foi alvo de apuração iniciada em março para esclarecer as circunstâncias de sua custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. A corporação informou, na ocasião, que ele “atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia”.

O investigado foi preso na Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Na mesma operação foi preso Daniel Vorcaro, apontado pelas investigações como líder de uma organização criminosa com atuação em diferentes núcleos.

Os autos indicam que Mourão teria desempenhado papel central nas ações da organização, responsável por monitoramento de alvos, extração não autorizada de dados sigilosos e atos de intimidação física e moral. As apurações também citam a existência de conversas entre Vorcaro e Mourão que revelariam uma dinâmica de violência e descrevem Mourão como uma “longa manus” nas práticas atribuídas à organização. O relatório aponta, ainda, fortes indícios de que Mourão recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento pelos supostos serviços ilícitos.

A investigação segue com a remessa do relatório ao STF e possível encaminhamento à PGR para as providências cabíveis.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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