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quinta-feira, outubro 15, 2026

Preço médio do diesel sobe 25% e alcança R$ 7,22 no Brasil, aponta levantamento

Um levantamento da empresa de gestão de frotas TruckPag mostra que o preço médio do diesel no Brasil atingiu R$ 7,22 na quarta-feira (19). No início do conflito no Oriente Médio, no final de fevereiro, o valor médio estava em R$ 5,74, segundo a mesma base de dados.

Os números da TruckPag se baseiam em mais de 143 mil transações realizadas em 4.664 postos de combustíveis, dos quais cerca de 94% estão localizados em rodovias. No período de 30 dias analisado, 81,9% das compras registradas foram efetuadas por caminhões.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia divulgado um aumento de 11% no preço do diesel na última semana, em comparação com a semana anterior. A agência coleta os preços nos três primeiros dias úteis de cada semana e publica os resultados, normalmente, às sextas-feiras — processo que introduz um atraso na identificação de variações rápidas.

Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, afirmou que, diante de um choque em que os preços cresceram cerca de 1% ao dia, essa janela de coleta da ANP acaba por mascarar movimentos bruscos. Segundo ele, os dados da TruckPag indicam que o preço transacionado no posto subiu, em média nacional, quase R$ 1,50 desde 28 de fevereiro.

Estados com maiores altas

O levantamento aponta avanços expressivos em diferentes unidades da federação desde 28 de fevereiro. No Norte, Tocantins registrou alta de 37,1%. No Nordeste, o Piauí apresentou aumento de 28%. No Centro-Oeste, Goiás teve elevação de 29,2%. Em São Paulo, o aumento foi de 27%, o maior entre os estados do Sudeste. No Sul, Santa Catarina concentrou o maior aumento, com 29,9%.

O aumento do preço do diesel tem relação com a escalada dos preços do barril de petróleo e derivados nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas e o impasse pelo Estreito de Ormuz têm pressionado o mercado internacional. Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e precificado diretamente no mercado externo; quando o preço do barril sobe rapidamente, o custo maior chega ao porto e tende a ser repassado pela cadeia até o posto.

Especialistas consultados pelo g1 indicam que a alta do combustível, fundamental para a logística nacional, pode pressionar preços de alimentos, produtos industriais e serviços, com reflexos na inflação em aproximadamente um mês, dependendo da intensidade e duração do conflito. O governo federal anunciou redução de tributos e um subsídio de R$ 0,32 para o diesel, medidas cujo efeito ainda não é percebido nas bombas dos postos.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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