A Receita Federal anunciou que apresentará as novas regras do Imposto de Renda 2026 em coletiva de imprensa marcada para o dia 16 de março, no auditório do Ministério da Fazenda. A divulgação deverá informar a data de liberação do programa, os limites aplicáveis e o prazo para entrega da declaração do exercício.
A nova tabela do tributo, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, traz mudanças relevantes, entre elas a isenção total para contribuintes cuja renda mensal somada não ultrapasse R$ 5.000. A alteração foi implementada por meio de redutores adicionais previstos na reforma do imposto, enquanto a tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025.
Quem fica isento
Estão isentos do Imposto de Renda, desde que a renda mensal total não exceda R$ 5.000:
- trabalhadores com carteira assinada;
- servidores públicos;
- aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.
O governo alerta que contribuintes com mais de uma fonte de renda terão de complementar o imposto na declaração anual caso a soma ultrapasse o limite, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5.000.
Redução para quem ganha até R$ 7.350
Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 existe uma redução parcial e decrescente do tributo: quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5.000, maior será a redução; quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício. Acima de R$ 7.350 não há redução. A regra valerá também para o 13º salário.
Trabalhadores já começaram a sentir o efeito das mudanças nos pagamentos de janeiro de 2026, efetuados em fevereiro, quando houve reflexo na folha.
Compensação do custo
O custo estimado da isenção ao Tesouro é de R$ 25,8 bilhões. Para compensar essa perda de arrecadação, o projeto prevê tributar pessoas com rendimentos superiores a R$ 600 mil por ano, por meio de alíquota progressiva que pode chegar a 10%. A alíquota máxima incidirá sobre quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão, e não será aplicada a contribuintes que já pagam a alíquota máxima do IR de 27,5%.
Dados do Ministério da Fazenda indicam que a medida deve alcançar cerca de 140 mil pessoas, correspondente a 0,13% dos contribuintes, grupo que atualmente arca, em média, com 2,54% do Imposto de Renda arrecadado.
Na declaração do ano anterior, a entrega teve início em 15 de março e terminou em 31 de maio; a Receita deve informar na coletiva se os prazos para 2026 seguirão o mesmo calendário.
Com informações de Paranaibamais




