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quarta-feira, novembro 4, 2026

Seis dos 10 maiores setores empregam mais, mas pagam abaixo da média salarial nacional

Relatório do CEMPRE/IBGE aponta concentração de empregos em atividades com salários menores

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que apresentam os menores salários médios, indica relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024.

Os 10 setores com maior número de assalariados reúnem mais de 48,9 milhões de trabalhadores — equivalente a mais de 90% do total de assalariados no país. Entre essas atividades, pelo menos seis registram remuneração média abaixo da média nacional, que foi de R$ 3.932,45.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas é o maior empregador, concentrando quase 10 milhões de assalariados (18,2% do total), mas tem salário médio de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor entre as atividades analisadas. As atividades administrativas e serviços complementares reúnem mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e pagam em média R$ 2.392,97 mensais, valor superior apenas ao setor de alojamento e alimentação, que apresenta a menor média, de R$ 2.080,17.

Na outra extremidade, setores que concentram parcela reduzida dos trabalhadores têm os maiores salários médios. Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais representam cerca de 0,1% dos assalariados e registram salário médio de R$ 9.678,61. O segmento de eletricidade e gás concentra aproximadamente 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07. Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados empregam cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e têm remuneração média de R$ 8.430,55.

O CEMPRE também apontou crescimento no número de empresas formais no país: eram cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações ativas em 2024, alta de 5,8% em relação a 2023. Essas organizações empregaram aproximadamente 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas. Do total de empresas, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários, segmento que teve aumento de 6,1% no período.

Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino superior correspondem a 23,6% dos assalariados e recebem, em média, R$ 7.776,59, cerca de R$ 5 mil a mais que os assalariados com formação até o ensino médio, cuja média foi de R$ 2.742,41. Por gênero, os homens receberam salários médios 16,6% superiores aos das mulheres em 2024: R$ 4.206 para homens e R$ 3.608,04 para mulheres. Os homens também eram maioria entre os assalariados, com 29,3 milhões de pessoas.

Entre as unidades da federação, o Distrito Federal teve a maior média salarial, de R$ 6.845,13, seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 4.501,35, e São Paulo, com R$ 4.423,04.

O relatório do CEMPRE traz os dados acima com base em 2024 e foi divulgado pelo IBGE em 24 de junho.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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