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terça-feira, novembro 3, 2026

Torcedores descrevem gastos elevados para assistir à Copa do Mundo de 2026

TRANSMISSÃO: Record

Torcedores relatam despesas que chegam a milhares de dólares em partidas nos EUA, Canadá e México

Para muitos fãs, ver uma partida da Copa do Mundo é uma oportunidade única, mas os custos associados ao evento têm sido altos. Nos primeiros dias do torneio de 2026, torcedores que assistiram a jogos no México, Canadá e Estados Unidos relataram à BBC gastos que variaram de alguns milhares de dólares a cifras próximas de US$ 4 mil por pessoa.

O norueguês Morten Oftedal, que vive em Atlanta (Geórgia), calculou cerca de US$ 4 mil — ou aproximadamente R$ 20,3 mil — para levar o pai de 82 anos e a esposa a Boston para ver Noruega 4 x 1 Iraque. Ele pagou US$ 380 por cada um dos três ingressos, usou 180 mil pontos de fidelidade para as passagens aéreas de ida e volta entre Atlanta e Boston, gastou mais de US$ 1,1 mil em um quarto de hotel por duas noites e desembolsou US$ 80 por pessoa no transporte até o estádio, ida e volta.

Outros relatos incluem o britânico Iain Bagwell, 58 anos, morador de Atlanta, que pagou cerca de US$ 1,2 mil por ingresso (categoria 2) para ver Inglaterra x Croácia em Dallas. Bagwell e o filho também planejam assistir Tunísia x Holanda em Kansas City, com ingressos a US$ 235 cada.

No Canadá, Alisa e Admir Maric pagaram 1.250 dólares canadenses (aproximadamente US$ 890, ou R$ 4,5 mil) por assentos na terceira fila para a estreia da Bósnia-Herzegóvina contra o Canadá, além de custos com hotel de cerca de US$ 600 por noite e voos a US$ 1.150 por pessoa, totalizando perto de US$ 3,8 mil (R$ 19,3 mil). As irmãs Aida e Emina Tucic, da cidade de Hamilton (próxima a Toronto), compraram ingressos três dias antes do jogo por 1,2 mil dólares canadenses (cerca de US$ 850, R$ 4,3 mil) cada uma.

No México, o cenário é diferente: muitos não conseguiram acompanhar o torneio devido aos preços. Para a partida de abertura, México 2 x 0 África do Sul, relatos no entorno do Estádio Azteca indicaram valores usualmente acima de US$ 1,5 mil, com alguns ingressos chegando a US$ 4 mil ou mais. Aaron Vieyra, membro da torcida organizada Fúria Azteca, afirmou ter pago 30 mil pesos (aproximadamente US$ 1.750, R$ 8,9 mil) por cada ingresso obtido por meio de um contato e observou que esse valor equivale a cerca de três meses de aluguel para muitos moradores da Cidade do México.

Além de ingressos e hospedagem, custos dentro e fora dos estádios também subiram. Uma pesquisa do site The Athletic mostrou preços médios de US$ 16 (cerca de R$ 81) por uma cerveja americana (470 ml) no Estádio NYNJ, onde será a final, e US$ 5 (R$ 25,40) por uma água de 590 ml. No Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a cerveja pequena (355 ml) sai por US$ 5, enquanto a grande é US$ 9, e a água custa US$ 3.

O transporte público teve tarifas aumentadas para atender o fluxo dos jogos: a passagem de trem da Penn Station, em Nova York, até o Estádio NYNJ passou a custar US$ 98 (cerca de R$ 498), ante o valor normal de US$ 12,90 (R$ 66). A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, explicou que o reajuste visou evitar que moradores locais arcassem com custos do transporte dos torcedores e afirmou que a Fifa não está colaborando com essas despesas, estimadas em US$ 48 milhões (cerca de R$ 244 milhões).

Autoridades locais buscaram medidas para aliviar o impacto financeiro nos residentes: o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, negociou com a Fifa a disponibilização de 1.000 ingressos a US$ 50 para moradores, distribuídos por sorteio; a província de Ontario aprovou a Lei Torcedores em Primeiro Lugar para reduzir preços de revenda; e a cidade de Dallas oferece transporte gratuito de e para o estádio.

Apesar dos altos custos, muitos torcedores afirmaram que a experiência e as lembranças justificaram os gastos. Oftedal destacou que criar recordações com o pai foi a motivação principal e que a preocupação com o dinheiro “desaparece depois de algum tempo”.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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