Amizades no ambiente de trabalho podem trazer benefícios, mas exigem limites claros para não afetar decisões e responsabilidades. O g1 preparou um quiz, com apoio de especialistas, para ajudar profissionais a identificar como lidam com a convivência entre laços pessoais e atividades profissionais e oferecer recomendações para relações mais saudáveis.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, os vínculos entre colegas tornam a rotina mais leve, fortalecem o senso de pertencimento, ampliam o networking e podem impulsionar o desenvolvimento profissional. Ao mesmo tempo, é preciso cuidado para que amizades não interfiram em avaliações, promoções, distribuição de tarefas ou no compartilhamento de informações confidenciais.
O quiz do g1 propõe situações do dia a dia e, ao final, indica um perfil que mais se aproxima das respostas do participante, além de disponibilizar dicas práticas para preservar a objetividade sem abrir mão de relações positivas no trabalho.
Os especialistas recomendam alguns cuidados para manter essas relações sem comprometer o desempenho profissional: evitar privilégios a colegas próximos em promoções, avaliações ou na distribuição de tarefas; respeitar os limites pessoais dos demais profissionais; separar critérios técnicos das afinidades pessoais; manter imparcialidade em feedbacks e decisões; preservar informações confidenciais; e evitar que conflitos pessoais afetem as atividades da equipe.
Também há sinais de que a amizade pode ter ultrapassado limites profissionais. Entre eles: evitar dar feedback por receio de perder a amizade; decisões baseadas em afinidade e não em mérito; compartilhamento de informações confidenciais fora do contexto corporativo; percepção de favorecimento ou de grupos fechados; e conflitos pessoais que prejudicam o desempenho coletivo.
Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), resume a orientação principal: “A amizade deve adicionar valor ao seu trabalho, não subtrair a sua objetividade.” Para Muller Gomes, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half, a palavra-chave é maturidade. “A amizade ajuda até certo ponto. É preciso entender quando ela contribui e quando começa a atrapalhar”, afirma. Ele acrescenta que as relações mudam ao longo do tempo: “As relações evoluem. Pessoas entram e saem das empresas. É importante entender isso como um ciclo”.
Além do tema das amizades, o material aborda a solidão corporativa, que nem sempre significa estar fisicamente sozinho. Entre os sinais citados por especialistas estão sentir-se excluído mesmo cercado de colegas; evitar interações; dificuldade para criar vínculos ou não poder ser autêntico; perda de motivação; e sintomas como ansiedade, estresse ou esgotamento relacionados ao trabalho. Quando o isolamento persiste e afeta saúde mental, desempenho ou qualidade de vida, os profissionais são orientados a procurar a liderança, o RH ou apoio psicológico. Em empresas saudáveis, o acolhimento e o senso de pertencimento também são responsabilidade da organização.
Com informações de G1




