Transmissão: Globo | Band | Record
O Plantão da Globo estreou durante a programação regular e rapidamente se tornou o instrumento da emissora para interromper a grade em notícias de grande impacto. A estreia formal ocorreu em 21/05/1991, quando, a partir do estúdio do Jornal Nacional, o apresentador Marcos Hummel anunciou a morte do ex-primeiro-ministro da Índia, Rajiv Gandhi. Desde então, a vinheta e a trilha sonora passaram a sinalizar ao público acontecimentos urgentes.
Origem e evolução
Antes do formato atual, os boletins extraordinários da emissora já existiam. Nos primeiros anos, a interrupção era marcada por uma vinheta que mostrava uma mão aberta e a palavra “Atenção”, criada por necessidade prática durante o Carnaval para localizar uma autoridade que não atendia a ligações. Essa imagem evoluiu ao longo do tempo: tornou-se “JN Extra” e, mais tarde, ganhou versões próprias para cada telejornal, o que motivou a uniformização do plantão no formato conhecido hoje.
Rotina e desafios no estúdio
Jornalistas que passaram pela bancada relatam a mesma sensação do público: adrenalina e pressa para checar informações. William Bonner, entre os que apresentaram os boletins anteriores ao formato padronizado, lembra de edições que se transformaram em coberturas longas, como quando o plantão interrompeu uma novela para noticiar os primeiros ataques na Guerra do Golfo — uma entrada planejada para poucos minutos acabou se estendendo por horas.
Coberturas que marcaram
Ao longo das transmissões, o Plantão entrou no ar para noticiar mortes, atentados, acidentes e eventos com repercussão global. Um dos recordes do boletim ocorreu quando a morte do piloto Ayrton Senna foi anunciada às 13h40 (Brasília UTC-3), registrando várias entradas ao longo do dia, com o repórter Roberto Cabrini no circuito de corrida e atualizando o país por telefone.
Outras coberturas de grande comoção envolveram o acidente que vitimou a banda Mamonas Assassinas, a morte da princesa Diana, e os ataques ao World Trade Center, cujo acompanhamento exibiu imagens do segundo choque em tempo real. Em casos de acidentes aéreos de grande gravidade, como o desaparecimento e posterior confirmação de queda do voo 1907 da Gol e o acidente do voo da TAM em Congonhas, a emissora adotou critérios rigorosos de checagem antes de interromper a programação para evitar a circulação de informações imprecisas.
O Plantão também foi acionado para anunciar acontecimentos internacionais e operações antiterrorismo, transmitindo pronunciamentos oficiais e, quando necessário, tradução simultânea. Em outras ocasiões, como na queda do avião que levava o time da Chapecoense e no acidente que resultou na morte da cantora Marília Mendonça, a cobertura inicial trouxe informações desencontradas que só foram totalmente esclarecidas com imagens e entradas ao vivo de repórteres no local.
Com a expansão da cobertura 24 horas em canais de notícias, a necessidade de formatar entradas rápidas mudou: hoje há capacidade de manter apuração contínua até que um apresentador assuma a rede, evitando, quando possível, interrupções bruscas da programação.
Ao longo de sua história, o Plantão da Globo consolidou-se como o indicativo de acontecimentos que exigem atualização imediata ao público, servindo tanto para comunicar tragédias quanto para transmitir eventos com repercussão nacional e internacional.
Com informações de G1




