Chefe do Pinterest pede idade mínima de 16 anos para redes sociais
O CEO do Pinterest, Bill Ready, pediu que autoridades globais proíbam o uso de redes sociais por jovens com menos de 16 anos. A posição foi publicada por Ready em sua conta no LinkedIn na sexta-feira, 20 de março de 2026.
No texto, o executivo defendeu a adoção de um padrão claro que impeça adolescentes abaixo de 16 anos de acessar plataformas sociais, acompanhado de aplicação rigorosa da lei e responsabilização de sistemas operacionais e aplicativos. Ele citou a legislação da Austrália como exemplo de regulação que limita o acesso de menores a esses serviços.
A declaração de Ready foi divulgada enquanto, em Los Angeles, corre um julgamento que avalia o impacto das redes sociais na saúde mental de adolescentes. Empresas como Google e Meta respondem a acusações de que seus produtos contribuíram para uma crise de saúde mental entre jovens; o júri já avançou para a fase de deliberação do veredito.
Procurada pela reportagem, a assessoria do Pinterest não comentou a publicação do executivo. No site oficial da empresa, a idade mínima para criar conta nos Estados Unidos é informada como 13 anos.
Nos últimos anos, o Pinterest tem buscado ampliar sua penetração entre a chamada geração Z — composta por pessoas nascidas entre 1997 e 2012 — e, segundo dados da empresa de análise Apptopia, cerca de um terço dos usuários da plataforma tem entre 17 e 25 anos.
A posição pública de Ready difere da maioria dos líderes das grandes empresas de tecnologia, que enfrentam pressão crescente de reguladores, tribunais e legisladores para alterar como crianças e adolescentes interagem com produtos digitais, diante das preocupações sobre efeitos na saúde mental.
O pedido do CEO do Pinterest adiciona mais um elemento ao debate global sobre limites etários, responsabilidade das plataformas e a necessidade de regras mais claras para proteger menores nas redes sociais.
Com informações de G1




