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sábado, setembro 26, 2026

Exército faz simulação de defesa cibernética em preparação para as eleições de 2026

O Exército brasileiro organizou, entre 21 e 25 de setembro, a oitava edição do Guardião Cibernético, um exercício voltado à defesa contra ameaças digitais realizado às vésperas da eleição presidencial. A iniciativa foi promovida em um contexto de alertas de especialistas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre a possibilidade de interferências externas no processo eleitoral.

O treinamento contou com 1,3 mil participantes distribuídos em Brasília e em outras seis capitais, entre elas São Paulo, Recife, Curitiba e Manaus. No total, cerca de 300 organizações estiveram envolvidas, além de representantes de 14 países.

O Exército caracteriza o Guardião Cibernético como um dos exercícios de defesa cibernética mais abrangentes do Hemisfério Sul. Durante o evento foram simulados diferentes tipos de ameaças digitais com o objetivo de aprimorar a integração entre órgãos estatais e agentes privados responsáveis por serviços essenciais.

Segundo nota divulgada pela instituição, os cenários reproduzidos incluíram ataques complexos e coordenados, o que permitiu testar procedimentos operacionais, ajustar planos de contingência e identificar medidas para aumentar a resiliência do país frente a incidentes cibernéticos.

Além das Forças Armadas, o exercício reuniu órgãos governamentais, agências reguladoras e operadores de infraestruturas críticas dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações e finanças, entre outros.

Riscos de ciberataques

Na semana anterior ao exercício, um relatório da Abin divulgado pela Folha de S.Paulo e confirmado pela TV Brasil apontou risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. Elaborado em agosto, o documento avaliou a possibilidade de interferência externa com um “nível de criticidade” e observou que a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina é tratada como prioridade pelo segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump.

Analistas ouvidos pela imprensa pública federal advertiram sobre a possibilidade de ações cibernéticas promovidas por Estados Unidos ou por grandes empresas de tecnologia com o objetivo de influenciar as eleições gerais de outubro, ressaltando o potencial de desestabilização de sistemas informáticos.

Em 12 de agosto, a Casa Branca publicou um memorando que prevê parcerias com empresas privadas para ações que incluam “acesso a tais sistemas de informação sem autorização do proprietário ou operador ou excedendo o acesso autorizado”. Na mesma semana em que ocorreu o treinamento, a Austrália registrou uma invasão ao site de estatísticas de saúde pública atribuída à OpenAI.

O exercício do Exército seguiu ao cronograma previsto e teve como foco principal testar respostas coordenadas entre diferentes setores diante de ataques que possam impactar serviços essenciais à população.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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