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quinta-feira, outubro 15, 2026

Crítica: filme de Street Fighter ambientado em 1993 aposta no humor e na nostalgia dos anos 1990

Quem e o quê — O longa de Street Fighter, sob direção de Kitao Sakurai, situa sua história em 1993 e aposta em referências culturais e estéticas da década para moldar sua proposta cinematográfica.

Quando e onde — A narrativa se passa no ano de 1993, época marcada pelo auge do Super Nintendo, do Mega Drive, dos fliperamas e da programação musical da MTV, elementos que influenciam o tom e o design do filme.

Como — Em vez de adotar uma abordagem sombria ou realista, a produção privilegia o humor, o exagero e uma estética intencionalmente campy, incorporando linguagem dos videogames que inspiraram a franquia, especialmente Street Fighter 1, Street Fighter 2 e Street Fighter Alpha.

Por que — A opção estética busca resgatar uma atmosfera mais leve e divertida dos anos 1990, usando referências diretas aos jogos e ao universo pop da época para conectar o público à sensação de jogar com um joystick nas mãos.

O tom adotado pode dividir o público: o humor e a cartunização dos personagens tendem a agradar quem valoriza a nostalgia, mas podem incomodar espectadores que esperam uma adaptação mais séria. Ainda assim, em boa parte do filme a obra mantém respeito pela mitologia da franquia, mesmo em situações inverossímeis — como um protótipo de ditador organizando um torneio sem grandes questionamentos dos participantes.

Algumas reinterpretações de personagens chamam atenção. Cammy aparece com uma personalidade que remete a uma versão parecida com Arlequina, enquanto a vasta presença de lutadores da Capcom acaba diminuindo o tempo de tela de figuras como Honda, que participa de uma luta curta, e Zangief, presente apenas em parte de um confronto.

Entre os destaques e desperdícios, a análise aponta Guile, vivido por Cody Rhodes, como o maior exemplo do potencial subaproveitado: o ator usa carisma e presença nas poucas cenas em que aparece, entregando momentos divertidos apesar de uma interpretação que se distancia do tom dos jogos.

As sequências animadas são citadas como um dos pontos altos do filme, com flashbacks estilizados em animação desenhada à mão que remetem a Street Fighter II The Animated Movie (1994), de Gisaburo Sugii. A qualidade dos storyboards e a fluidez dos movimentos também se sobressaem.

Na trilha sonora, temas associados a Street Fighter 2, compostos por Yoko Shimomura, surgem em novas versões, ao lado de músicas licenciadas com forte espírito dos anos 1990. A preparação física da atriz Callina Liang para interpretar Chun-Li é valorizada: ela passou por treinamento rigoroso focado nas pernas, e sua participação inclui um momento de fanservice considerado inspirado e engraçado.

Para espectadores sem ligação com a cultura dos anos 1990, com os jogos de luta ou com referências do cinema de ação influenciado pela cultura otaku, o filme pode oferecer sobretudo referências e sensação de jogo, lembrando a estrutura dos filmes do Super Mario produzidos pela Illumination.

Em resumo, fãs de videogames, da franquia Street Fighter e do clima dos anos 1990 provavelmente encontrarão na produção uma aventura divertida: embora o longa não alcance um “Perfect”, entrega humor, sequências animadas de destaque, trilha sonora nostálgica e uma clara inspiração na era dos fliperamas e consoles clássicos.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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